Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 30 de junho de 2012

Sentimento

alone_with_the_waves_by_utopic_man.jpg (1396×1397)

O muito que sinto não tem imagem
nem forma mas tem peso
agrilhoa-me o peito
incomoda-me mesmo
quase sempre magoa.


(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)

Lamento


limbo-2--large-msg-121437108147.jpg (500×723)
És incapaz de me escutar
e de olhar por mim
mesmo que o teu corpo ainda amanheça
ou que no meu,
ainda esvoassem gaivotas
aturdidas pela espuma branca das ondas.

Tens a certeza de todo o meu amor!

E é nesse limbo que ficarei
apesar dos gritos das entranhas
apesar de toda a tua indiferença.


(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)

O beijo

Imagens-da-Lua-FOTO9.jpg (352×306)

O meu amor deu-me um beijo
e nasceu um rio de madrugadas
que desaguaram sobre o peito.

Um renascer
em que se adormece ao sol do sonho
deitados de costas no chão
respirando o hálito fesco da terra ainda húmida.

Bendito campo
pobre de terra mas cheio de vida
que acena aos pássaros com as suas mãos de espiga
e agradece às raizes o dom da seiva.

Hoje,
os rios libertam as sereias
e o seu canto de harpa mágica
e as colinas rasgam o céu
com a força desmedida da terra-mãe.

O meu amor está em festa
cumpre-se a vida na colmeia
renasce o sol
e quere-se a lua.

(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface) 

Ausência

angustia.jpg (320×256)

Nasce a saudade no abrir dos braços
e a ave da angústia que esvoaça no vazio
faz o ninho no meio do peito.

A tua ausência é uma planta de cacto.
Perene,
trespassa-me em tropismos que dilaceram. 


(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)

Re(a)cordar

MasahisaFukase4.jpg (640×416)

Ao anoitecer,
quando os homens, como os pássaros,
se despenham nas suas árvores
o cheiro primaveril das flores roxas,
aponta para uma outra vereda.

Um de novo encher o peito,
um recobrar primário dos sentidos
poluídos nos caminhos entre os espelhos,
entre as mãos e os olhos
e pelo esquadrinhar dos desejos.

Só depois,
o submergir no mar do sono,
numa calma sem fantasmas.  


(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)

A escultura - três sextilhas

file_1_4.jpg (768×500)

Com um cinzel de esperança
nas mãos fortes da lembrança
tento a escultura suprema.
Entre os dedos corre-me o tempo
pelo coração um vento
da verdade que me algema.


Bebo a água que purifica
a mente que ainda acredita
num princípio criador.
Não falo de Deus mas de Luz
esse foco que me conduz
dentro da palavra Amor.


Eis que uma obra plena
em pedra feita poema
surje entre sins e nãos;
é bem humana a figura
mudando em branda a pedra dura
com um coração entre as mãos.

Certeza

trees-in-fog.jpg (500×333)

Até amanhã !
Tenho a certeza de que estarás comigo.
Mesmo que desaparecesses, hoje, ao fim do dia,
amanhã estarias comigo, dentro de mim.



(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)

Frente a um cavalete transparente

paleta+de+pintura+lilian+martins+arte+catarina+%C3%B3leosobretela.JPG (1600×1170)

Pega na tua paleta e mistura todas as tuas cores.
Do resultado, apenas tu, tens a total compreensão.
Se tiveres coragem, pinta-te e assina.
Poderás não ser um artista...mas és tu assumidamente!


(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)


Anátema


83119.jpg (264×191)

Súbito, reapareceu perante os nossos olhos.
Não queríamos acreditar!
Era o reavivar de feridas antigas,
o readmitir que se voltava de novo ao princípio.
Era um Anátema que nenhum de nós queria aceitar.
Sabemos que os factos balançam entre as nossa emoções.
Mas seria que estávamos preparados para semelhante provação?
De novo demos as mãos.
Se o Anátema se extinguiu não creio que em tal acreditemos.
Mas que acreditamos na nossa força, isso, é certo!



(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Três quadras para o fado Suplica


Doem-me as palavras que te digo
e sangra-me o peito um grito rouco
tudo quiz, fiz e vi mas não consigo
deixar de pensar que o sonho é louco.

Tive um desejo de asas brancas
rasgando o céu verde mar da esperança
quis dar-te uma bola azul com núvens francas
mas ela move-se rouxa e sem lembrança.

Podes dizer-me que vou partir triste
que as árvores não seivam, apenas sangram
mas se um homem canta sempre resiste
e junta-se aos que lutam e sempre cantam.


Cantado pela 1ª.vez por Nuno Mata no "Tasco Fora de Moda"-Alfama, em 28.06.2012.

sábado, 12 de maio de 2012

Quatro sextilhas para o Fado Raúl Pinto



Ao caminhar pelo mundo
num viver forte e profundo
fui levado a conhecer
ideias simples ou raras,
muita gente, muitas caras,
tempos de amar ou esquecer.

Tive a sorte de sentir
dentro de mim a subir
gentes, palavras e cores
áreas e gestos formosos
pausas e sons furiosos
pequenos ódios e amores.

Lábios perdendo o sorriso
a luz branca sem aviso
e trevas em pleno dia
ouvi pedir compaixão
e escutei dizer que não,
descobri a cobardia.

Serás tu a decidir
os caminhos por onde ir
e com quem acompanhar;
que a vida é feita de laços
e na força dos abraços
só aí o verbo Amar. 

Poema/letra oferecido ao meu Amigo e Cantador Nuno Mata
estreado em 11.05.2012 no " Mesa de Frades"

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Fado cinzento


Cinzento, muito cinzento,
augúrio de noite escura
onde cresce o desalento
e um tempo de lamento
que só o sonhar esconjura.

Recordação que não quero
trazer de novo comigo;
já vivi tempo severo
aliado ao desespero
e à dor que traz consigo.

A imagem dos meus olhos
em sonhos verás envolta;
não me importam os escolhos
nem o franzir dos sobrolhos
nos olhos à minha volta.

Nunca vendas os teus sonhos,
nada paga um sonho em si,
não há nada mais medonho
que ao venderes o teu sonho
deixar que sonhem por ti.

(Cantado pela 1ª. vez por Nuno Mata no Mesa de Frades em 21.7.2012, na música do Fado Bailado)

domingo, 1 de abril de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Anelo

The_scream.jpg (320×320)

Procuro encontrar-me na distância de um grito...!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Matinal



matevalexander_thumb.jpg (728×869)






Acorda meu amor que amanhece
mais uma suave e bela madrugada
foi-se a infeliz lua envergonhada
ficou este sol de amar que nos aquece.

Eu sei que o tempo já desvanece
as folhas da árvore tão  desejada
mas na raiz  ainda é encontrada
a seiva que os  seus ramos fortalece.

E é aqui então que me enterneço
ao olhar-te assim feliz a meu lado
a compor para ti este meu fado
em que só tu me lembras e eu me esqueço.

Para ti meu amor sempre secreto
meu porto de abrigo mais que perfeito
o canto com que sagro no meu  peito
este diário amor redescoberto.

(Quadras para um fado)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quatro sextilhas para um fado

 Avô-e-Neto.jpg (290×400)                            


Sem mais tempo tenho medo
vou contar-te sem segredo
tudo aquilo que vivi
o que é bom e mau saber
o que deves conhecer
do muito que eu aprendi.

É belo vogar na vida
numa nau bem construída
como é bom vogar no mar
e meter as mãos na terra
e olhar o céu que encerra
a tal pomba a voar.

Mas não esqueças os escolhos;
pranto não é só dos olhos
e que o peito também grita
que mãos rebentam cadeias
que há sangue fora das veias
e mágoas de gente aflita.

Um dia um rasgo de vento
cortará num só momento
os passos no meu caminho
e as palavras serão história
de mim só a memória
e tu seguirás sozinho.

(Cantado pela 1ª. vez por Nuno da Mata, com música do Fado Maria Rita, no "Mesa de Frades", em Junho de 2012)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Chegados aqui, um Fado

                                            
                                            Cansado deste cansaço
                                            de esperar pela esperança
                                            pouco a pouco perco espaço
                                            já que a vida é um bem escasso
                                            que a morte cedo alcança.

                                           De tudo o que carrego
                                           em saco de peregrino
                                           ao que afirmo e ao que nego
                                           ao que vejo, ao que estou cego
                                           falta apenas o destino.

                                           Por apego ou por desleixo
                                           além do mar na minha frente
                                           de tesouro apenas deixo
                                           as mãos em concha em que fecho
                                           este amor por toda a gente.

                                           Guardo-o pedaço a pedaço
                                           esse amor que me não cansa
                                           e grito pelo seu abraço
                                           apesar deste meu cansaço
                                           de esperar pela esperança.

(Original da letra/poema oferecida ao bom Amigo e fadista  Jorge Morgado)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Dourado e vermelho

R_620.jpg (480×640)

Hoje, ofereço-te uma romã !
   Merece-la em todo o seu significado...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sentença

mataram-norma1.jpg (293×279)

-Mataram o Rei ?
-Não, mataram um homem !
-Tens pena do Rei ?
-Não!
Tenho pena do homem .

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Posfácio

nada1.jpg (344×490)


E um dia, amanhã, perguntarei:
Que fizeste ?
E acharei, indubitavelmente, que fiz muito pouco
ou quase nada.
Nesse momento, terei a certeza de ter chegado ao fim.
Nesse  instante talvez levante as persianas e abra a janela
e à falta de melhor destino...salte.