domingo, 8 de março de 2015
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
sábado, 2 de agosto de 2014
Matilde canta o poema Matinal
Numa magnífica noite de fados no Arcaz Velho em Alfama, acompanhada por Bruno Mira e o indispensável Pedro Pinhal, a minha amiga Matilde Antunes estreou, com música do fado "Esmeraldinha", o canto do meu poema "Matinal". Um grande agradecimento à Matilde pela forma como o interpretou enchendo-o com toda a sua sensibilidade.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Novas quintilhas para fado
Bebo
um copo de mágoa
lentamente,
trago a trago
atiçando
esta frágua
como
é pesada esta água
como
é duro o preço pago.
Há
sombras correndo as ruas
que
tenho dentro de mim;
sombras
negras, fazendo suas
essas
ruas tão cruas
de
que não descubro o fim.
Ficarão
no meu sudário
numa
imagem imprecisa
tornado
em relicário
de
um perfeito fadário
desta
vida que me pisa.
Bebo
um copo de mágoa
e espero o fim do rio
como
é pesada esta água
mesmo
ardendo nesta frágua
o
meu corpo fica frio.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Prometeu a meio da tarde
Só a música me acalma
e sorte a minha aconchego-me
ao agrilhoado Prometeu;
Hércules está ao meu lado e venero-o.
Um
dia de folhas caídas
por
dentro e por fora.Ao contrário do habitual
não me tremem as mãos
- não há deuses que me façam tremer as mãos -
e um vazio de poço profundo existe
sem que nada se divise.
E
assim,
olhando
a língua enroladade quem à minha frente
embala uma cornucópia
ponho um ponto final
e desisto do resto do dia.
Jan.2014
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Quadras soltas para fado
Num
encontro encontrei
sem
esperar em tal espera
o
que ter nunca tivera
amor
como nunca amei.
Quando
olho o teu olhar
ao
beijar a tua boca
muito
pouco se apouca
muito
sinto que ganhar.
Por
ti sigo, por ti corro
por
ti paro, por ti espero
por
ti vivo , por ti morro
por
ti choro e desespero.
Na
distância deste grito
meu
coração corre ao teu
pode
ele estar no infinito
estará
sempre ao pé do meu.
3/2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Nuno Mata canta "Fado Cinzento" de Miguel Gomes Coelho
Um grande cantador que tem dado, além de uma grande amizade, a conhecer quase toda a minha poesia para fado.
Tudo o que possa dizer será pouco como agradecimento
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Jorge Morgado cantou Miguel Gomes Coelho
O meu primeiro poema para fado - Cansado deste cansaço - teve honras de ser cantado na noite de Lisboa.
Obrigado ao Jorge Morgado que lhe deu voz e instigou o autor a começar esta aventura na escrita.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Quatro quintilhas para o Fado Tango
Subo ao cesto da gávea
deste barco que sou eu
baloiço ao sabor das vagas
deste mar feito de mágoas
que a minha vida me deu.
Nada vejo que seja fonte
de prazer ou bom augúrio
nada há no horizonte
lugar feliz que se aponte
nem um grito nem murmúrio.
Desisto de ser gajeiro
volto ao convés,
ao coração,
desço (as) velas
por inteiro
o leme sem timoneiro
(e) olho o fim
sem ilusão.
Este meu mar é
fatal
tem um penhasco
no fim
onde se despenha
afinal
todo o bem e todo
o mal
e o nada que
resta de mim.
domingo, 22 de julho de 2012
Nuno Mata, cantador de fado
Uma fotografia que vale por um agradecimento.
O Nuno estreou, ontem, com a música do Fado Bailado, o canto do "Fado Cinzento".
http://joaoolhosnomar.blogspot.pt/2012/04/fado-cinzento.html
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Releitura justificada
(...e enquanto uns de mãos cheias gozavam a prerrogativa de um horizonte aberto
outros sobreviviam em cada minuto vivido .)
O grito retumbou como um rasgão de denúncia.
Correram todos à rua levando
a única arma que os distinguia
o cheiro a sal a cimento a aço
a terra apodrecida
o olhar vítreo no horizonte limitado
mas firme no horizonte sempre reinventado.
Era a Liberdade
a revolução exangue
a espada paladina desembainhada
por sobre as cabeças gritando
que para sempre se haviam fundido
as grades os grilhões e as cadeias
não seriam mais colmeias de gente desesperada.
Era a Liberdade
de se ser homem
ser livre no pensamento
olhar o pão e dizer MEU
porque ganho sem opressão.
Era a Liberdade
de dizer suas as suas mãos
e no delinear de um gesto
um símbolo supremo e simples
ficasse suspenso e dissesse
FUTURO.
Era a Liberdade
de provocar na memória o esquecimento
e de mãos em concha receber
e molhar os olhos de água pura
de um poço subterrâneo de novo aberto.
Era Liberdade
de poder correr ao campo sozinho
e gritar a opressão e a chacina
sem olhar de soslaio as árvores e as plantas
sem desconfiar do próprio ribeiro limpo.
Era a Liberdade
de poder escrever e denunciar
os versos de dor tão idealizados
sem recorrer ao laboratório da mente
e escolher palavras cobertas.
Era a Liberdade
de poder dizer País e Pátria amada
de ser livre e dar aos outros
à luz do dia e da razão
a mão tão franca
outras vezes dissimulada.
Era a Liberdade
e o fim de todas as cadeias
de toda a opressão
de todas as ideias
impostas sobrepostas.
Era a Liberdade !
E na rua
de mãos nuas
o Povo gritava
" Água pura ! Água pura ! "
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Poesia-De Coração na Mão-1978
Natal no Darfour
É noite e as estrelas estão lá em cima.
Uma criança nasce com a morte já estampada nas faces,
como a outra.
Só que não durará trinta e três anos nem
trinta e três dias nem
trinta e três horas;
talvez trinta e três minutos ou
trinta e três segundos ou talvez já nasça morta.
É assim o Natal no Darfour
E as mesmas estrelas estão lá em cima.
(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)
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Orgulho
Plantámos três árvores.
E que belas são, que força existe nos seus ramos,
que seiva rica lhes corre nas entranhas.
(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)
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Dia feliz
Hoje estou contente.
Os lábios são de semente
e o futuro cheira a jasmim.
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
A linha do horizonte
Mantens-te a querer ser um náufrago no seco leito de um rio.
O teu olhar diz-me que renunciaste.
O teu silêncio diz-me que te resignaste.
O teu corpo diz-me que desististe.
Retiraste, mesmo, a linha ao horizonte.
(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)
Duas linhas
Por muito que nos afastemos
a nossa sombra andará sempre de mão dada.
(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)
Poema contigo
É bom saber que estás por perto
embora das tuas mãos não brotem gestos solares
nem da tua boca surjam rumores de mel.
Mas é bom olhar e sentir que estás
porque a tua ausência seria a amargura nos dias
e as noites um túnel de insónia.
Por mais que te sinta transparente
não posso esquecer o tempo
em que dávamos de comer à ave dos sonhos.
E que da nossa árvore brotou seiva,
que nasceram risos e cairam lágrimas
e se levantaram manhãs que nos justificaram.
Por mais que pressinta o desentrelaçar dos nossos ramos
eu sei que seguiremos sempre resguardando os frutos
até que a árvore se consuma.
(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)
quarta-feira, 4 de julho de 2012
A base
Sempre vos ensinei a cantar as raizes.
Aquelas do peito
e as das ervas.
(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)
terça-feira, 3 de julho de 2012
Ainda sobre a fome
No espaço de três segundos
morrem de fome duas crianças.
Desfalecem silenciosamente;
já nem forças para sofrer
e morrem lentamente.
E eu sei
e sinto uma profunda vergonha
e não consigo dormir
mesmo de olhos fechados.
(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)
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Natal
Um novo fruto nasceu num ramo da árvore.
As raizes rejubilaram de alegria
e o poeta, ao espelho, viu
as lágrimas escorrerem dos seus olhos sorridentes.
(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)
Renascer
Abriram-se-me nos olhos duas manhãs
que agora sinto pena do anoitecer.
(Recuperado do Blogue Vermelho Cor de Alface)
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