segunda-feira, 24 de maio de 2010

Campânula

Entre uma paisagem de Lisboa demasiado clara
e uma tentativa de retrato fica um grito pela natureza
e um jardim de mulheres em pose fotográfica.
Ainda restam uma conversa de máscaras lívidas
num fundo escuro e difuso e uma velhinha
lendo o jornal junto à janela ensolarada e ao cão sentado a seus pés.
Ainda um jogo geométrico de cores, um jornal antigo,
um conto, três retratos a carvão.
Assim o espaço que defronto onde ainda persigo,
 incansavelmente, o tempo que falta .
Um diálogo de mãos e olhos, saberes e ignorâncias,
 sorrisos e choros, ternuras e ódios, difícil mas íntimo
e tal como tudo o resto, sempre inacabado.
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