quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Quatro quintilhas para o Fado Tango

vazio.jpg (700×483)
















Subo ao cesto da gávea
deste barco que sou eu
baloiço ao sabor das vagas
deste mar feito de mágoas
que a minha vida me deu.

Nada vejo que seja fonte
de prazer ou bom augúrio
nada há no horizonte
lugar feliz que se aponte
nem um grito nem murmúrio.

Desisto de ser gajeiro
volto ao convés, ao coração,
desço (as) velas por inteiro
o leme sem timoneiro
(e) olho o fim sem ilusão.

Este meu mar é fatal
tem um penhasco no fim
onde se despenha afinal
todo o bem e todo o mal
e o nada que resta de mim.


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